"Apetece-me desenhar o sol a sorrir. (...) Em casa da Zezinha dei com uma moldura tão feia que se tornava bonita. Três irmãs lá dentro, por ordem de idade, e eu pegado à do meio, com doze anos.(....)Nunca lhes disse mas sinto-me bem com as minhas filhas: são três também. Falo pouco, fico calado, a sentir. Dizer o quê? Se pudesse abrir o peito às pessoas e mostrar o que está cá dentro.... Quanto mais gosto das pessoas mais emudeço."(in Visão)
A mim apeteceu-em partilhar este pequeno excerto de mais uma bela crónica de António Lobo Antunes (Revista Visão). Esta forma de explicar o quanto é difícil transformar em palavras aquilo que se sente deixa-me também a mim calada perante tamanha grandeza!
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